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Notas ficarão maiores conforme o valor.
Mudança atende reivindicação de deficientes visuais.


Os dados se referem ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de preços, usado pelo governo para definir suas metas anuais de inflação. Para 2010, o objetivo do governo é uma inflação anual de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
| Segmento | Variação |
| Transportes | 1,45% |
| Alimentos e Bebidas | 1,13% |
| Despesas Pessoais | 0,78% |
| Artigos de residência | 0,41% |
| Saúde/Cuid. Pessoais | 0,36% |
| Vestuário | 0,31% |
| Habitação | 0,27% |
| Educação | 0,26% |
| Comunicação | 0% |
O IPCA acumulou alta de 4,59% em 12 meses até janeiro, superando o centro da meta de inflação do ano pela primeira vez desde junho de 2009.
O indicador ficou um pouco acima da previsão dos analistas. Segundo pesquisa feita pela Reuters, a projeção do mercado é que o IPCA fechasse janeiro em 0,7%.
O maior impacto individual para o IPCA em janeiro foram as tarifas de ônibus urbanos, que subiram 3,9% e deram 0,14 ponto percentual de contribuição, seguidas por combustíveis, com variação de 2,08% e contribuição de 0,1 ponto percentual. Juntos, ônibus e combustíveis reponderam por um terço do IPCA em janeiro.
O IBGE mostra que a alta de 3,9% no grupo de ônibus sofreu pesada influência de São Paulo, onde houve reajuste de 17,4% no valor das tarifas, que passaram de R$ 2,30 para R$ 2,70 em janeiro. Também foi observado um aumento de 4,18% nas passagens em Salvador, passando de R$ 2,20 para R$ 2,30 no mês passado.
Em relação aos combustíveis, o álcool mostrou alta acentuada, ficando até 11,9% mais caro, o que refletiu na gasolina, que encareceu 1,33%, devido à quantidade de álcool que possui em sua composição.
O grupo alimentos e bebidas teve uma forte aceleração nos preços no mês passado, e passou para 1,13%, contra 0,24% registrado em dezembro. Assim, o segmento contribuiu com 0,25 ponto percentual e também foi responsável por um terço do IPCA no período.
| Local | Variação |
| Rio de Janeiro | 1% |
| São Paulo | 1% |
| Belém | 0,8% |
| Salvador | 0,77% |
| Goiânia | 0,57% |
| Porto Alegre | 0,55% |
| Belo Horizonte | 0,53% |
| Fortaleza | 0,52% |
| Curitiba | 0,39% |
| Brasília | 0,23% |
| Recife | 0,2% |
Contribuiu para esta alta, segundo o órgão, as chuvas intermitentes das últimas semanas, que têm afetado negativamente as lavouras de pólos produtores importantes.
Entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, os maiores resultados do IPCA ficaram com Rio de Janeiro e São Paulo, ambas com 1%. Na contramão, a menor variação ficou com Recife, de 0,2%.
Repercussão
Apesar de o IPCA ter acelerado neste início de ano, analistas explicam que as pressões sobre o índice são pontuais, por conta de entressafra, chuvas e reajuste de passagens, e, com o fim delas, a inflação deve arrefecer em fevereiro, mas sem muita força ainda já que o impacto dos custos maiores com mensalidades escolares que vão entrar no cálculo deste mês.
"Os preços dos alimentos estão subindo, com destaque para a parte de açúcar -por problemas estruturais, como quebra de safra na Índia- e de (produtos) in natura -afetados pelas chuvas do período", diz Daniel Xavier, economista sênior do Banco Safra.
"Há também uma pressão de alta de Transportes, por conta dos combustíveis e da tarifa de ônibus em São Paulo e Salvador", afirma.
Os custos das mensalidades escolares são reajustados a partir de janeiro, início do ano letivo, mas a metodologia do IPCA capta esse aumento apenas no dado de fevereiro.
Como alguns desses efeitos são sazonais e todos são considerados pontuais, as fortes taxas previstas para este começo de ano não mudam a perspectiva de inflação sob controle e dentro da meta em 2010, mas os analistas seguem atentos a eventuais pressões diferentes.
"O comportamento das medidas de núcleo (da inflação) será observado com atenção e, eventualmente, pode provocar algum ajuste nas previsões para o índice", disse Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, informou nesta tarde que a carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) bateu novo recorde nesta quarta-feira (3), atingido o pico de 70.170 megawatts (MW) às 14h58.
Veja ao lado: reportagem sobre recorde de consumo de energia
É o terceiro dia seguido de recordes na carga, segundo o ONS, um reflexo das altas temperaturas e da retomada na produção industrial.
O calor está provocando mudanças na curva diária de consumo, criando dois "horários de pico": o momento logo após ao almoço, com alto consumo industrial e de aparelhos de ar condicionado, e o tradicional horário de pico, no início da noite, quando aumenta o consumo residencial.
Chipp diz que o consumo se manterá em alta enquanto durar o calor, mas afastou riscos de racionamento, uma vez que os reservatórios das hidrelétricas estão cheios (em valores aproximados, 77% no Sudeste/Centro Oeste, 71% no Nordeste, 90% no Norte e 97% no Sul).
"É a melhor situação dos últimos dez anos", afirmou o executivo, citando estudo do governo que indica que há sobra de energia até 2014.
Fonte: Informação é do diretor do operador do sistema, Hermes Chipp.
Às 14h58 desta quarta-feira (3), consumo atingiu 70.170 megawatts.
Fonte
VINICIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online
Atualizado às 11h41.
O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) dos Estados Unidos caiu 2,4% em 2009. Trata-se do pior resultado desde 1946 --quando a queda foi de 10,9%--, contra leve alta de 0,4% em 2008. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Comércio.
No quarto trimestre, no entanto, a economia cresceu 5,7% (dado anualizado), muito acima dos 4,6% esperados pelos analistas e melhor desempenho trimestral desde o período de julho a setembro de 2003, quando houve expansão de 6,9%.
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O avanço no trimestre passado refletiu as contribuições positivas dos investimentos em estoques, das exportações e dos gastos do consumidor.
Os gastos dos consumidores aumentaram 2% no trimestre passado, menos que no trimestre imediatamente anterior (alta de 2,8%). Os gastos com bens duráveis (com durabilidade mínima prevista de três anos) caíram 0,9%, contra uma alta de 20,4% no período imediatamente anterior. Com bens não duráveis (como alimentos e vestuário) os gastos aumentaram 4,3%, acima do 1,5% visto três meses antes. Os gastos com serviços cresceram 1,7%, após leve alta de 0,8% entre julho e setembro.
A produção de veículos contribuiu com 0,61 p.p. (ponto percentual) para o desempenho do PIB no trimestre, após contribuir com 1,45 p.p. no terceiro.
O índice de preços atrelado à leitura do PIB registrou alta de 2,1% no trimestre passado, muito acima do 1,3% visto no trimestre imediatamente anterior. O núcleo do indicador (que exclui os preços de alimentos e energia), por sua vez, subiu 1,2% --aumento substancial em relação ao 0,3% visto no período anterior, mas ainda dentro da margem considerada adequada pelo Fed (Federal Reserve, o BC americano), de 2%.
As exportações de bens e serviços tiveram aumento de 18,1% no trimestre passado, pouco acima dos 17,8% vistos um trimestre antes. As importações, por sua vez, cresceram 10,5%, menos que os 21,3% regiostrados entre julho e setembro.
Revisões para baixo
No terceiro trimestre a economia cresceu 2,2% --o dado sofreu duas revisões para baixo: a leitura inicial, divulgada em outubro do ano passado mostrou um avanço de 3,5%; um mês depois, o dado foi revisto para expansão de 2,8%. O enfraquecimento do setor de construção comercial, a desaceleração do consumo, a diminuição dos investimentos em equipamentos e softwares e a redução dos estoques pelas empresas contribuíram para as reduções.
As expectativas para a economia americana têm melhorado. O FMI (Fundo Monetário Internacional) informou na terça-feira (26), quando divulgou a atualização dos dados do relatório "World Economic Outlook" ("Perspectivas Econômicas Mundiais") publicado em outubro do ano passado), que espera um crescimento de 2,7% neste ano para os EUA, contra previsão anterior de 1,5%.
Na quarta-feira (27) o Fed (Federal Reserve, o BC americano), por sua vez, informou que "as informações recebidas desde o encontro do Fomc em dezembro sugere que a atividade econômica tem mantido a recuperação" e que o ritmo de deterioração do mercado de trabalho diminuiu.
O Fed apontou ainda que há sinais de melhora dos gastos dos consumidores e dos investimentos, mas sem vigor. "Os gastos dos consumidores estão se expandindo a uma taxa moderada, mas continua a ser limitada por um mercado de trabalho fraco, pelo crescimento modesto da renda, menor preço das casas e crédito difícil", diz o Fed.